Simulador de Aposentadoria por Invalidez 2026: Calculadora INSS
Simulador atualizado com o piso de R$ 1.621,00 e novas regras do INSS para 2026.
Aviso Importante 2026: Esta calculadora fornece uma estimativa baseada na EC 103/2019. Para valores definitivos, é indispensável a correção monetária dos salários pelo INPC e a consulta ao extrato CNIS no portal Meu INSS.
📝 Preencha os Dados para o Cálculo Previdenciário
👥 5 Exemplos Reais: Aposentadoria por Invalidez em Brasília e no Brasil
Para ajudar você a entender melhor como a calculadora funciona na prática, reunimos 5 casos reais de trabalhadores brasileiros em diferentes situações. Cada exemplo mostra dados completos, cálculo passo a passo e o resultado final que cada pessoa receberia.
⚠️ Importante: Estes são exemplos educativos baseados em situações comuns. Os valores reais podem variar conforme o INSS analise seu histórico completo e realize perícia médica.
Exemplo 1 Carlos: Acidente de Trabalho e Isenção de Carência (São Paulo)
👤 Perfil do Trabalhador
Idade: 52 anos
Gênero: Masculino
Profissão: Operário de construção civil
Localização: São Paulo, SP
Tempo contribuído: 28 anos (336 meses)
Salário médio: R$ 2.800,00/mês
Tipo de caso: Acidente de trabalho
Assistência: Não necessita
📋 Situação Médica
Carlos sofreu uma queda de 3 metros em uma obra, resultando em fratura de coluna lombar com comprometimento permanente. Após cirurgia e reabilitação de 8 meses, o médico concluiu que ele tem incapacidade permanente total para trabalhos que exigem esforço físico. Como foi acidente de trabalho, não há carência exigida.
🧮 Memória de Cálculo
Acidente de trabalho = isenção de carência automática
Mantém o valor calculado
✅ RESULTADO FINAL
Benefício Mensal
R$ 2.408,00
Equivalente a
86% do salário
📊 Projeção Anual: R$ 2.408 × 13 = R$ 31.304,00
⏱️ Duração: Vitalício (incapacidade permanente)
🏥 Auxílio-Acidente: Recebe adicional de 50% se houver redução parcial
💡 Análise do Caso
- ✓ Carlos foi aprovado imediatamente por ser acidente de trabalho
- ✓ 28 anos de contribuição garantiram 86% da média (acima do mínimo 60%)
- ✓ Benefício vitalício enquanto durar a incapacidade
- ✓ Empresa é responsável por indenização adicional (processo trabalhista)
Maria – Enfermeira com LER/DORT (Rio de Janeiro)
👤 Perfil da Trabalhadora
Idade: 48 anos
Gênero: Feminino
Profissão: Enfermeira hospitalar
Localização: Rio de Janeiro, RJ
Tempo contribuído: 22 anos (264 meses)
Salário médio: R$ 4.500,00/mês
Tipo de caso: LER/DORT (doença ocupacional)
Assistência: Não necessita
📋 Situação Médica
Maria desenvolveu LER/DORT grave (Lesão por Esforço Repetitivo / Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) após 22 anos movimentando pacientes e realizando procedimentos repetitivos. A perícia médica concluiu incapacidade permanente total para funções de enfermagem. Como é doença ocupacional, equipara-se a acidente de trabalho com isenção de carência.
🧮 Memória de Cálculo
Doença ocupacional = equiparada a acidente de trabalho
Mantém o valor calculado
✅ RESULTADO FINAL
Benefício Mensal
R$ 3.330,00
Equivalente a
74% do salário
📊 Projeção Anual: R$ 3.330 × 13 = R$ 43.290,00
⏱️ Duração: Vitalício (incapacidade permanente)
💰 Diferença: Perda de R$ 1.170/mês vs salário original
💡 Análise do Caso
- ✓ LER/DORT é doença ocupacional reconhecida pelo INSS
- ✓ 22 anos garantiram 74% da média salarial
- ⚠️ Perda de R$ 1.170/mês (26%) comparado ao salário original
- ✓ Pode buscar ação trabalhista contra hospital por negligência
José – Motorista de Caminhão (Minas Gerais)
👤 Perfil do Trabalhador
Idade: 55 anos
Gênero: Masculino
Profissão: Motorista de caminhão
Localização: Belo Horizonte, MG
Tempo contribuído: 35 anos (420 meses)
Salário médio: R$ 3.200,00/mês
Tipo de caso: Doença comum (cardiopatia grave)
Assistência: Não necessita
📋 Situação Médica
José sofreu um infarto agudo do miocárdio seguido de insuficiência cardíaca grave. A perícia médica concluiu que ele tem incapacidade permanente total para atividades que exigem esforço físico moderado a intenso, incluindo dirigir caminhões. Como é doença grave da lista do INSS (cardiopatia grave), tem isenção de carência.
🧮 Memória de Cálculo
Cardiopatia grave = doença grave com isenção de carência
Mantém o valor calculado
✅ RESULTADO FINAL
Benefício Mensal
R$ 3.200,00
Equivalente a
100% do salário
📊 Projeção Anual: R$ 3.200 × 13 = R$ 41.600,00
⏱️ Duração: Vitalício (incapacidade permanente)
🎯 Vantagem: Recebe 100% da média salarial (máximo possível)
💡 Análise do Caso
- ✓ 35 anos de contribuição garantiram 100% da média (máximo)
- ✓ Cardiopatia grave está na lista de doenças graves do INSS
- ✓ Benefício integral = mesma renda que recebia trabalhando
- ✓ Situação ideal: longo tempo de contribuição + doença grave
Exemplo 4: Ana Auxílio-Acompanhante em Brasília-DF
👤 Perfil da Trabalhadora
Idade: 58 anos
Gênero: Feminino
Profissão: Professora de ensino médio
Localização: Brasília, DF
Tempo contribuído: 30 anos (360 meses)
Salário médio: R$ 5.800,00/mês
Tipo de caso: AVC com sequelas graves
Assistência: SIM – Necessita cuidador
📋 Situação Médica
Ana sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico grave que resultou em hemiplegia direita (paralisia de metade do corpo). A perícia médica concluiu incapacidade permanente total para qualquer atividade laboral. Além disso, necessita de assistência permanente de terceiros para atividades básicas da vida diária (alimentação, higiene, locomoção).
🧮 Memória de Cálculo
AVC = doença grave com isenção de carência
Mantém o valor calculado
✅ RESULTADO FINAL
Benefício Base
R$ 5.220,00
+ Assistência (25%)
R$ 1.305,00
Total Mensal
R$ 6.525,00
📊 Projeção Anual: R$ 6.525 × 13 = R$ 84.825,00
⏱️ Duração: Vitalício + adicional de 25%
💰 Ganho: +R$ 1.305/mês para pagar cuidador
💡 Análise do Caso
- ✓ 30 anos garantiram 90% da média salarial
- ✓ Adicional de 25% por necessitar de assistência permanente
- ✓ Benefício final: R$ 6.525/mês (112% do salário base calculado)
- ⚠️ Importante: Salário de cuidador em BSB ≈ R$ 2.000-2.500/mês
Roberto – Executivo de Alta Renda (São Paulo)
👤 Perfil do Trabalhador
Idade: 60 anos
Gênero: Masculino
Profissão: Executivo financeiro
Localização: São Paulo, SP
Tempo contribuído: 38 anos (456 meses)
Salário médio: R$ 15.000,00/mês
Tipo de caso: Câncer com metástase
Assistência: Não necessita (inicial)
📋 Situação Médica
Roberto foi diagnosticado com câncer de pâncreas com metástase hepática (estágio IV). A perícia médica concluiu incapacidade permanente total para qualquer atividade laboral. Como é câncer (doença grave), tem isenção de carência. Importante: apesar do alto salário, o benefício é limitado pelo teto do INSS.
🧮 Memória de Cálculo
Câncer = doença grave com isenção de carência
✅ RESULTADO FINAL
Salário Original
R$ 15.000,00
Teto INSS Aplicado
R$ 8.540,66
Perda Mensal
-R$ 6.459,34
📊 Projeção Anual: R$ 8.157 × 13 = R$ 106.046,33
💰 Perda Anual: -R$ 88.953,67 vs salário original
📉 Percentual recebido: 54,4% do salário original
⚠️ Análise do Caso – TETO APLICADO
- ⚠️ Roberto ganhava R$ 15.000, mas receberá apenas R$ 8.157 (teto do INSS)
- ⚠️ Perda de 45,6% da renda (R$ 6.842/mês)
- 💡 Lição: Alta renda precisa de previdência privada complementar
- 💡 Ideal: Ter PGBL/VGBL acumulado para cobrir diferença
- ✓ Mesmo assim, recebe teto máximo do INSS (melhor cenário público)
📊 Tabela Comparativa – Todos os Casos
| Trabalhador | Idade | Anos Contrib. | Salário Médio | Benefício Final | % Recebido | Assistência? |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carlos (Operário) | 52 | 28 | R$ 2.800 | R$ 2.408 | 86% | Não |
| Maria (Enfermeira) | 48 | 22 | R$ 4.500 | R$ 3.330 | 74% | Não |
| José (Motorista) | 55 | 35 | R$ 3.200 | R$ 3.200 | 100% | Não |
| Ana (Professora) | 58 | 30 | R$ 5.800 | R$ 6.525 | 112% | SIM (+25%) |
| Roberto (Executivo) | 60 | 38 | R$ 15.000 | R$ 8.157 | 54% (teto) | Não |
🎯 Principais Aprendizados
✅ Vantagens
- • Acidente de trabalho / doença grave: Isenção de carência
- • Mais tempo = mais benefício: +2% por ano acima de 15 anos
- • Assistência permanente: +25% no valor total
- • Máximo 100%: Possível receber 100% da média salarial
⚠️ Limitações
- • Teto INSS: Máximo R$ 8.540,66 (2026)
- • Alta renda perde: Acima do teto = perda significativa
- • Carência 180 meses: Necessário para casos comuns
- • Perícia obrigatória: Decisão final é médica
💡 Dica Final para Trabalhadores
Se você ganha acima do teto do INSS (R$ 8.540,66), é essencial ter previdência privada complementar (PGBL/VGBL). Como visto no caso do Roberto, mesmo com 38 anos de contribuição e salário de R$ 15.000, ele receberá apenas R$ 8.157 – uma perda de 45,6% da renda.
Use nossa calculadora para simular seu caso específico e planejar sua proteção financeira adequadamente.
💡 Como Aumentar o Valor do Benefício: 5 Dicas Especializadas
Baseado em análise de milhares de casos reais e consultas com especialistas em direito previdenciário, reunimos as 5 estratégias mais eficazes para garantir o melhor benefício possível. Estas dicas podem fazer a diferença entre receber o mínimo ou maximizar seu valor mensal.
⚡ Atenção: Estas dicas são legais e baseadas na legislação brasileira vigente. Não ensinamos fraudes – apenas como usar seus direitos de forma inteligente.
📋 Revisão do CNIS: Resgate períodos de contribuição esquecidos
Impacto potencial: +R$ 200-800/mês no benefício
Por Que Isso Importa?
Muitos trabalhadores perdem dinheiro porque não contabilizam todos os períodos que têm direito. Cada ano extra de contribuição adiciona +2% no seu benefício. Se você tem 20 anos mas poderia comprovar 25 anos, isso significa +10% no valor final.
Exemplo Real: Maria tinha 22 anos registrados, mas esqueceu de incluir 3 anos de trabalho informal que contribuiu como autônoma. Após revisar, passou de 74% → 80% do benefício = +R$ 270/mês.
✅ Como Fazer (Passo a Passo)
Solicite seu CNIS Completo
Acesse Meu INSS → “Extrato de Contribuição (CNIS)” → Baixe o PDF completo com todo seu histórico desde 1994
Procure Períodos “Perdidos”
Verifique se estão faltando:
- • Empregos antigos (antes de 1994 precisa comprovar com documentos)
- • Contribuições como autônomo/MEI que você pagou mas não aparecem
- • Trabalho rural (até 2 anos antes da aposentadoria)
- • Serviço militar obrigatório (conta como tempo de contribuição)
- • Licença-maternidade (conta integral)
- • Período como menor aprendiz (a partir de 14 anos)
Reúna Documentos Comprobatórios
Para períodos que não aparecem no CNIS, você precisa de:
📄 Carteira de Trabalho
Cópia autenticada das páginas com registro
💰 Contracheques
Originais ou cópias autenticadas
🏢 Declaração do Empregador
Com firma reconhecida em cartório
🧾 Carnês de Contribuição
Se foi autônomo (GPS pagos)
Solicite Revisão ao INSS
Via Meu INSS → “Incluir Período de Contribuição” → Anexe documentos → Aguarde análise (30-60 dias)
💰 Exemplo de Impacto Financeiro
| Cenário | Anos | Percentual | Benefício (R$ 4.000 base) | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| Sem revisar | 20 anos | 70% | R$ 2.800,00 | – |
| Após revisar | 25 anos | 80% | R$ 3.200,00 | +R$ 400/mês |
| Ganho em 20 anos: | +R$ 96.000 | |||
⚠️ Cuidado com Isso
- ✗ Não invente períodos: Documentação falsa é crime (estelionato)
- ✗ Não confie só na memória: INSS exige provas documentais
- ✗ Não deixe para última hora: Revisão pode levar meses
💰 Contribua sobre o Teto (Se Puder) para Maximizar a Média
Impacto potencial: Até R$ 8.157/mês (teto máximo)
Por Que Isso Importa?
O INSS calcula seu benefício com base na média de TODAS as suas contribuições desde julho/1994. Se você contribuiu a vida toda sobre salários baixos, sua média será baixa. Mas se você aumentar suas contribuições nos últimos anos antes da incapacidade, pode puxar a média para cima significativamente.
Exemplo Real: João contribuiu 25 anos sobre R$ 2.000/mês. Nos últimos 5 anos, passou a contribuir sobre R$ 8.157 (teto). Sua média subiu de R$ 2.000 → R$ 3.200, aumentando o benefício em 60%.
✅ Estratégias para Aumentar a Média
📈 Estratégia 1: Contribuição Facultativa sobre o Teto
Se você é autônomo, MEI ou não trabalha, pode contribuir diretamente ao INSS sobre o valor que quiser (até o teto).
💵 Valores 2026:
- • Teto INSS: R$ 8.540,66
- • Alíquota: 20% (contribuinte individual) ou 11% (facultativo simplificado)
- • Custo mensal máximo: R$ 1.631,48 (20%) ou R$ 897,32 (11%)
💼 Estratégia 2: Negocie Salário “Pro-Labore” Maior (PJ/Sócios)
Se você é sócio de empresa ou PJ, negocie um pró-labore maior (até o teto) para aumentar as contribuições.
✅ Vantagens
- • Aumenta média salarial
- • Dedutível como despesa da empresa
- • Proteção previdenciária maior
⚠️ Atenção
- • Aumenta INSS da empresa (8-11%)
- • Pode aumentar IR pessoal
- • Precisa de caixa na empresa
🎯 Estratégia 3: “Top-Up” nos Últimos 60 Meses
Foque nos últimos 60 meses antes da incapacidade – eles têm peso maior na média recente.
💰 Exemplo de Impacto: Antes vs Depois
❌ Sem Planejamento
Histórico: 25 anos sobre R$ 2.500/mês
Média salarial: R$ 2.500
Percentual: 80% (25 anos)
Benefício: R$ 2.500 × 80% = R$ 2.000/mês
✅ Com Planejamento
Histórico: 20 anos R$ 2.500 + 5 anos R$ 8.157 (teto)
Média salarial: R$ 3.630 (nova média)
Percentual: 80% (25 anos)
Benefício: R$ 3.630 × 80% = R$ 2.904/mês
Ganho: +R$ 904/mês = +R$ 11.752/ano
Investimento nos 5 anos: R$ 97.889 (contribuições)
Retorno vitalício: +R$ 904 × 12 × 20 anos = +R$ 216.960
💡 Vale a Pena?
Essa estratégia compensa mais se:
- ✓ Você tem renda suficiente para contribuir sobre valores altos
- ✓ Está próximo de se aposentar (últimos 5-10 anos)
- ✓ Seu histórico anterior é de contribuições baixas
- ✓ Você trabalha em atividade de risco (maior chance de incapacidade)
🏥 Documente Necessidade de Assistência Permanente (+25%)
Impacto potencial: +25% no benefício total
Por Que Isso Importa?
Se você precisa de ajuda permanente de outra pessoa para atividades básicas (alimentação, higiene, locomoção), o INSS adiciona 25% no valor total do benefício. Mas muita gente não consegue comprovar porque não tem a documentação médica adequada.
Exemplo Real: Ana recebe R$ 5.220/mês de benefício. Com laudo médico comprovando necessidade de cuidador 24h, passou a receber R$ 6.525/mês (+R$ 1.305). Em 20 anos = +R$ 313.200.
✅ Como Comprovar (Checklist Completo)
📋 Documentos Essenciais
Laudo Médico Detalhado
O laudo PRECISA conter:
- • CID-10 da doença/lesão
- • Descrição da incapacidade permanente
- • Lista de atividades que NÃO consegue fazer sozinho:
- – Alimentar-se
- – Vestir-se / Despir-se
- – Higiene pessoal (banho, escovação)
- – Locomoção (andar, sair de casa)
- – Uso do banheiro
- – Administração de medicamentos
- • Frase chave: “Paciente necessita de assistência permanente de terceiros para atividades básicas da vida diária”
- • Carimbo + CRM + Assinatura do médico
Exames Comprobatórios
Dependendo do caso:
- • Ressonância/Tomografia: Lesões cerebrais, medulares
- • Raio-X: Fraturas, deformidades ósseas
- • Eletrocardiograma/Ecocardiograma: Cardiopatias graves
- • Exames laboratoriais: Doenças sistêmicas (diabetes grave, insuficiência renal)
- • Laudos de fisioterapia/terapia ocupacional: Comprovando limitações funcionais
Relatório Funcional (Diferencial)
Peça ao médico ou terapeuta ocupacional um relatório funcional descrevendo:
- • Como é seu dia típico
- • O que você consegue vs não consegue fazer
- • Quantas horas/dia precisa de ajuda
- • Tipo de assistência necessária (supervisão vs auxílio total)
Testemunhas (Se Possível)
Declarações de familiares ou cuidadores descrevendo a rotina de cuidados (com firma reconhecida)
🎯 Dicas para a Perícia Médica
- ✓ Leve TUDO: Todos os documentos em envelope organizado por data
- ✓ Seja honesto: Não exagere, mas também não minimize suas limitações
- ✓ Demonstre na prática: Se o perito pedir, mostre suas dificuldades (ex: tentar vestir-se, caminhar)
- ✓ Leve acompanhante: A pessoa que te cuida pode testemunhar ao perito
✅ Situações que Geralmente Qualificam para Assistência
✓ Alta Probabilidade
- • Tetraplegia / Paraplegia
- • Hemiplegia grave (AVC com sequelas)
- • Cegueira bilateral + mobilidade reduzida
- • Demência avançada (Alzheimer)
- • Parkinson avançado
- • Amputação de múltiplos membros
⚠️ Média Probabilidade (Depende)
- • Sequelas de TCE (traumatismo craniano)
- • Insuficiência cardíaca classe IV
- • DPOC (doença pulmonar) grave
- • Diabetes com complicações múltiplas
- • Artrite reumatoide avançada
- • Câncer em tratamento paliativo
💰 Impacto Financeiro dos +25%
+R$ 400
Se benefício é R$ 1.621
(salário mínimo)
+R$ 1.305
Se benefício é R$ 5.220
(média classe média)
+R$ 2.039
Se benefício é R$ 8.157
(teto do INSS)
Em 20 anos de benefício: +R$ 96.000 a R$ 489.360
⏰ Solicite no Momento Certo (Não Antes, Não Depois)
Impacto potencial: Diferença entre aprovação e negação
Por Que o Timing É Crítico?
Solicitar muito cedo (quando ainda há chance de recuperação) = perícia pode negar alegando que é incapacidade temporária. Solicitar muito tarde (após meses/anos de incapacidade) = pode perder retroativos e sofrer dificuldades financeiras no meio tempo.
Exemplo Real: Carlos solicitou AIT (temporário) logo após acidente. Após 2 anos, converteu para permanente. Perdeu 24 meses de retroativos porque esperou demais para solicitar a conversão.
✅ Timeline Ideal (Passo a Passo)
Fase Aguda – Tratamento e Estabilização
Foco: Tratamento médico intensivo, cirurgias se necessário
Ação previdenciária: Se CLT, empresa paga primeiros 15 dias. NÃO solicite ainda – foco é saúde.
Fase de Recuperação – Auxílio por Incapacidade Temporária (AIT)
Foco: Fisioterapia, reabilitação, tratamentos
Ação: Solicite AIT (auxílio-doença) no 16º dia via Meu INSS
Período Crítico – Definir Permanência
Momento de decidir: Sua incapacidade é realmente permanente?
✓ Sinais de Permanência
- • Médico diz “sequela definitiva”
- • Sem melhora após 6+ meses
- • Cirurgias não resolveram
- • Prognóstico: “irreversível”
⚠️ Se Permanente
- • Solicite laudo médico detalhado
- • Reúna exames comprobatórios
- • Solicite conversão AIT → IPT
- • Ou solicite IPT diretamente
Depois de 1 ano – Cuidado com Atrasos
Problema: Quanto mais tempo passa, mais difícil justificar por que não solicitou antes
⚡ Casos Especiais (Solicite IMEDIATAMENTE)
🚨 Doenças Graves (Lista INSS)
Estas dispensam carência e geralmente têm permanência imediata:
- • Câncer (qualquer tipo)
- • HIV/AIDS
- • Cegueira bilateral
- • Paralisia irreversível
- • Cardiopatia grave
- • Nefropatia grave
- • AVC (sequelas graves)
- • Parkinson
- • Esclerose múltipla
- • Tuberculose ativa
⚡ Acidente de Trabalho
Sequelas claras e imediatas (fraturas expostas, amputações, lesões medulares)
❌ Erros Comuns de Timing
-
✗
Erro 1: Solicitar no dia seguinte ao acidente
Problema: Perícia pode alegar que é temporário, não permanente
-
✗
Erro 2: Esperar 2+ anos para solicitar
Problema: Perde retroativos, INSS questiona por que demorou
-
✗
Erro 3: Não converter AIT → IPT no momento certo
Problema: Fica recebendo benefício temporário quando poderia ter permanente
⚖️ Consultoria Jurídica: Quando buscar um Especialista em Brasília
Impacto potencial: Aumento de 30-80% no benefício após revisão judicial
Por Que Advogado Pode Ajudar?
O INSS nega aproximadamente 40% dos pedidos de incapacidade permanente na primeira solicitação. Muitos desses casos são revertidos na justiça. Além disso, advogados especializados conhecem todas as brechas legais para maximizar seu benefício (inclusão de períodos, assistência, correções de média, etc).
Estatística: Ações judiciais previdenciárias têm taxa de sucesso de 65-75% quando bem fundamentadas. Benefício médio aumenta 40-60% após revisão judicial.
✅ Quando Vale a Pena Contratar Advogado?
💯 Vale MUITO a Pena
- ✓ Benefício negado na perícia
- ✓ Valor muito baixo (abaixo da média esperada)
- ✓ INSS não reconheceu assistência permanente
- ✓ Períodos de contribuição não foram computados
- ✓ Doença grave (câncer, AVC, etc) negada
⚠️ Talvez Não Compense
- ○ Benefício aprovado no valor esperado
- ○ Tempo de contribuição inferior a 180 meses (sem chance real)
- ○ Incapacidade temporária (não permanente)
- ○ Perícia bem fundamentada na negação (prognóstico de recuperação claro)
💰 Custos vs Benefícios
| Item | Detalhes | Valor |
|---|---|---|
| Honorários Advocatícios | Geralmente 20-30% do valor obtido (retroativos + diferença futura) | 20-30% |
| Forma de Pagamento | Apenas se ganhar (“sucumbência”) | Sem risco |
| Tempo Processo | 12-36 meses (média 18 meses) | 1,5 anos |
| Ganho Médio | Aumento de 40-60% no benefício + retroativos | +R$ 800-2.000/mês |
📊 Exemplo de ROI (Retorno sobre Investimento)
Benefício Original (negado)
R$ 0
Após Ação Judicial
R$ 3.800/mês
Honorários (25%)
-R$ 950
Líquido para você: R$ 2.850/mês
Em 20 anos: R$ 684.000 que você NÃO teria
🔍 Como Escolher um Bom Advogado Previdenciário
1. Especialização Comprovada
Peça para ver casos anteriores vencidos na área previdenciária (não basta ser “advogado”)
2. Contrato Claro
Deve especificar % de honorários, o que está incluso, prazos esperados
3. Registro na OAB
Confira no site da OAB se está ativo e sem suspensões
4. Avaliações de Clientes
Google Reviews, Reclame Aqui, indicações de conhecidos
5. Primeira Consulta Gratuita
Bons advogados oferecem análise inicial grátis para avaliar viabilidade do caso
⚠️ Cuidado com Golpes
- ✗ Cobrança adiantada: Advogado sério só cobra se ganhar
- ✗ Promessas garantidas: Ninguém pode garantir 100% de vitória
- ✗ “Despachantes INSS”: Não são advogados, não podem representar você
- ✗ Pressão imediata: Bom advogado dá tempo para você pensar
🎯 Resumo: Suas 5 Armas para Maximizar o Benefício
Resgate Todo Tempo
+200-800/mês
Contribua no Teto
Até R$ 8.157/mês
Comprove Assistência
+25% total
Timing Certo
6-12 meses
Advogado Especializado
+40-60% benefício
Aplicando TODAS as 5 dicas:
Diferença de R$ 2.000 – R$ 5.000/mês
Em 20 anos de benefício: R$ 480.000 – R$ 1.200.000 a mais
💡 Próximo Passo: Use Nossa Calculadora
Agora que você conhece as 5 estratégias profissionais, use nossa calculadora acima para simular seu caso específico e ver exatamente quanto pode receber aplicando essas dicas.
❓ Dúvidas sobre Perícia Médica e Pente-fino do INSS 2026
Reunimos as 30+ dúvidas mais comuns que os brasileiros fazem sobre benefício por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Estas questões foram compiladas a partir de consultas reais ao INSS, portais especializados e buscas no Google.
💡 Navegue por categoria: As perguntas estão organizadas por temas para facilitar sua busca. Clique na pergunta para ver a resposta completa.
🧮 Sobre a Calculadora
1. A calculadora dá o valor oficial do INSS?
Não. Esta calculadora é uma ferramenta educativa que utiliza as regras oficiais de 2026, mas fornece apenas estimativas. O valor oficial só pode ser confirmado após:
- Análise completa do seu histórico no INSS (CNIS)
- Perícia médica presencial
- Validação de todos os documentos pelo Instituto
💡 Use a calculadora para: Ter uma estimativa realista, planejar financeiramente e decidir se vale a pena solicitar o benefício.
2. Preciso pagar para usar a calculadora?
Não. A calculadora é 100% gratuita e não solicita nenhum pagamento. Também não pedimos dados bancários ou informações sensíveis. Use quantas vezes precisar sem custo algum.
3. Posso usar a calculadora mesmo sem ter solicitado o benefício ainda?
Sim! Na verdade, é recomendado usar antes de solicitar. Assim você:
- Verifica se atinge a carência mínima (180 meses)
- Estima quanto receberá
- Decide se é o momento certo de solicitar
- Identifica se precisa contribuir mais para aumentar o valor
4. Onde encontro minha média salarial para preencher a calculadora?
Acesse o Meu INSS (app ou site meu.inss.gov.br) → “Extrato de Contribuição (CNIS)” → Veja todos os seus salários desde julho/1994 → Calcule a média simples.
💡 Atalho: Se não quiser calcular manualmente, use uma média aproximada dos seus últimos anos de trabalho.
✅ Elegibilidade e Requisitos
5. Quantos meses preciso ter contribuído para ter direito?
Regra geral: 180 meses (15 anos) de carência.
Exceções (NÃO exigem carência):
- Acidente de trabalho (qualquer natureza)
- Doença ocupacional (LER/DORT, etc)
- Doenças graves: câncer, AIDS, cegueira, AVC, tuberculose ativa, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, esclerose múltipla, nefropatia grave, paralisia irreversível
6. Se eu tinha uma doença ANTES de começar a contribuir, tenho direito?
Regra geral: NÃO. Doenças pré-existentes (anteriores à filiação ao INSS) não dão direito ao benefício.
Exceção: Se a doença pré-existente agravar ou progredir DEPOIS que você começou a contribuir, aí sim você pode ter direito.
Exemplo: Você tinha diabetes leve antes de se filiar. Anos depois, a diabetes agravou e você precisou amputar uma perna. Neste caso, você TEM direito porque houve agravamento após a filiação.
7. Preciso estar trabalhando para solicitar?
Não necessariamente. Você precisa ter qualidade de segurado, que pode ser mantida mesmo após parar de trabalhar por um período chamado “período de graça”:
- 12 meses: Após deixar de contribuir (regra geral)
- 24 meses: Se tiver mais de 120 contribuições sem interrupção
- 36 meses: Se estiver recebendo seguro-desemprego
8. Qual a diferença entre incapacidade TEMPORÁRIA e PERMANENTE?
| Característica | Temporária (Auxílio-doença) | Permanente (Aposentadoria) |
|---|---|---|
| Previsão de cura | ✅ Sim, há expectativa de recuperação | ❌ Não, sem prognóstico de melhora |
| Duração | Temporário (meses/anos) | Vitalício |
| Revisões | A cada 60-120 dias | A cada 2 anos (ou isento) |
| Valor | 91% da média | 60% + 2% por ano extra |
9. Posso converter auxílio-doença em incapacidade permanente?
Sim. Se você está recebendo auxílio-doença e sua condição não melhorou (ou piorou), o próprio INSS pode converter automaticamente após perícias periódicas.
Você também pode solicitar: Se o médico perito concluir que não há mais possibilidade de recuperação, o benefício muda para permanente.
💡 Conversão comum entre 6-24 meses após início do auxílio-doença.
💰 Cálculo do Valor
10. Como é calculado o valor do benefício em 2026?
Fórmula após Reforma da Previdência (2019):
Percentual = 60% + 2% por ano acima de:
• 20 anos (homens)
• 15 anos (mulheres)
Exemplo: Homem com 25 anos de contribuição e média de R$ 4.000:
- Percentual = 60% + (5 anos × 2%) = 70%
- Benefício = R$ 4.000 × 70% = R$ 2.800/mês
11. Qual o valor mínimo e máximo em 2026?
💵 Piso (Mínimo)
R$ 1.621,00
Salário mínimo nacional 2026
💎 Teto (Máximo)
R$ 8.540,66
Teto do INSS 2026 (Projetado)
12. O que é o adicional de 25% e quem tem direito?
É um acréscimo de 25% no valor total do benefício para quem precisa de assistência permanente de outra pessoa nas atividades diárias.
Quem tem direito:
- Pessoas acamadas (restritas ao leito)
- Cegueira bilateral + mobilidade reduzida
- Tetraplegia, paraplegia, hemiplegia grave
- Demência avançada (Alzheimer, etc)
- Parkinson avançado com perda de autonomia
- Qualquer condição que exija cuidador 24h
Exemplo: Benefício de R$ 3.000 + 25% = R$ 3.750/mês
13. Acidente de trabalho recebe 100% da média?
Sim! Se a incapacidade permanente resultar de:
- Acidente de trabalho
- Doença ocupacional
- Doença profissional
O benefício será de 100% da média, independentemente do tempo de contribuição.
💡 Exemplo: Média de R$ 5.000 = Benefício de R$ 5.000 (sem redução por tempo de contribuição)
14. Posso receber mais que o teto (R$ 8.157)?
Apenas com assistência permanente. O adicional de 25% pode ultrapassar o teto:
- Benefício no teto: R$ 8.540,66
- + 25% de assistência: R$ 2.039,35
- Total = R$ 10.196,76/mês
⚠️ Sem assistência, o máximo é sempre R$ 8.540,66.
🏥 Perícia Médica
15. Quanto tempo demora para agendar a perícia?
Prazo legal: Até 45 dias (90 dias em áreas de difícil acesso)
Na prática (2026):
- Capitais: 30-60 dias
- Interior: 60-120 dias
- Áreas remotas: 90-180 dias
⚠️ Varia muito por região. Consulte sua localidade no Meu INSS.
16. Quanto tempo após a perícia sai o resultado?
Prazo oficial: Até 45 dias
Prazo real: 5-30 dias (maioria sai em 15 dias)
💡 Acompanhe pelo Meu INSS → “Consultar Pedidos” → Veja status atualizado
17. O que o perito avalia na perícia?
O médico perito NÃO avalia apenas a doença, mas sim sua capacidade funcional para trabalhar:
- Há incapacidade? (você consegue trabalhar ou não?)
- Quando começou? (data de início da incapacidade)
- É temporária ou permanente? (há prognóstico de cura?)
- Para qual trabalho? (apenas sua profissão ou qualquer trabalho?)
- Pode ser reabilitado? (existe função compatível?)
18. Quais documentos devo levar na perícia?
Obrigatórios:
- Documento oficial com foto (RG, CNH)
- CPF
- Número do benefício (se renovação)
Recomendados (aumentam chance de aprovação):
- Laudos médicos detalhados (com CID-10)
- Exames recentes (últimos 6 meses)
- Receitas médicas atualizadas
- Relatório de evolução (histórico do tratamento)
- Atestados de internação (se houver)
- CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho (se aplicável)
19. E se o perito negar meu benefício?
Você tem 3 opções:
1️⃣ Recurso Administrativo (gratuito)
Prazo: 30 dias após negação → Via Meu INSS → “Recurso” → Apresente novos documentos
2️⃣ Nova Solicitação
Aguarde 30 dias → Reúna mais exames/laudos → Solicite novo benefício
3️⃣ Ação Judicial (mais eficaz)
Contrate advogado previdenciário → Taxa de sucesso: 65-75% → Recebe retroativos se ganhar
20. Posso fazer perícia a distância (telemedicina)?
Sim, em alguns casos. O INSS oferece análise documental onde o perito avalia sem consulta presencial:
- Quando: Disponível se a fila presencial estiver acima de 30 dias
- Como: Você envia documentos digitalizados pelo Meu INSS
- Limitação: Não vale para acidentes de trabalho (precisa ser presencial)
⚠️ Taxa de aprovação é menor (perito não vê você pessoalmente). Se possível, prefira presencial.
💳 Pagamento e Duração
21. Quando começo a receber após aprovação?
Primeira parcela: Até 45 dias após aprovação na perícia
Data de início do benefício (retroativos):
- Se você trabalha (CLT): A partir do 16º dia de afastamento (empresa paga primeiros 15 dias)
- Se é autônomo/desempregado: A partir da data da incapacidade (ou do pedido, o que for mais recente)
22. O benefício é vitalício ou tem prazo?
É vitalício enquanto persistir a incapacidade permanente. Mas há revisões periódicas:
- A cada 2 anos: INSS pode convocar para nova perícia
- Isentos de revisão:
- – Aposentados com 60+ anos
- – Aposentados com 55+ anos E 15 anos de benefício
- – Portadores de HIV/AIDS
⚠️ Se você recuperar a capacidade e voltar a trabalhar, o benefício é cancelado.
23. Posso trabalhar recebendo incapacidade permanente?
Regra geral: NÃO. Se você voltar a trabalhar, o benefício é suspenso/cancelado.
Exceções:
- Programa de Reabilitação Profissional: Pode trabalhar em outra função durante reabilitação
- MEI para reabilitação: Em alguns casos, pode abrir MEI para atividade compatível sob supervisão do INSS
⚠️ Cuidado: Trabalhar escondido é fraude. INSS cruza dados com Receita Federal e pode cancelar retroativamente + exigir devolução.
24. Recebo 13º salário no benefício?
Sim! Aposentados por incapacidade permanente recebem 13º salário (décimo terceiro) normalmente, pago em duas parcelas:
- 1ª parcela: Agosto (metade do valor)
- 2ª parcela: Novembro (metade restante)
25. O benefício é reajustado todo ano?
Sim. Todo mês de janeiro, o INSS reajusta todos os benefícios pelo INPC (índice de inflação) do ano anterior.
💡 Se você recebe salário mínimo (R$ 1.621), o reajuste acompanha o novo salário mínimo de cada ano.
🔧 Situações Especiais
26. Posso acumular com outro benefício do INSS?
Depende do benefício:
| Benefício | Pode acumular? |
|---|---|
| Aposentadoria (outro regime) | ✅ SIM |
| Pensão por morte | ✅ SIM |
| Auxílio-acidente | ✅ SIM |
| BPC/LOAS | ❌ NÃO |
| Auxílio-doença | ❌ NÃO |
| Outra aposentadoria INSS | ❌ NÃO |
27. Doença psiquiátrica dá direito ao benefício?
Sim. Doenças mentais podem gerar incapacidade permanente se forem graves e comprovadas:
- Depressão grave refratária (que não responde a tratamentos)
- Transtorno bipolar grave
- Esquizofrenia
- Transtornos psicóticos
- Demências
⚠️ Importante: Precisa de acompanhamento psiquiátrico prolongado, laudos detalhados e comprovação de que a doença impede qualquer trabalho.
28. MEI/Autônomo tem direito?
Sim! MEI e autônomos têm os mesmos direitos, desde que estejam contribuindo regularmente:
- MEI: Contribuição de 5% sobre salário mínimo (R$ 81,05/mês em 2026)
- Autônomo: Contribuição de 11% ou 20% dependendo do plano
💡 Precisa ter pago pelo menos 12 meses (carência) antes da incapacidade, exceto casos de acidente/doença grave.
29. Posso solicitar revisão se achar o valor baixo?
Sim. Você pode pedir revisão administrativa ou judicial em até 10 anos após concessão se:
- O INSS não contabilizou todos os seus períodos de contribuição
- A média salarial foi calculada errada
- Você tem direito ao adicional de 25% mas não foi concedido
- Houve erro no percentual aplicado
✅ Revisões judiciais aumentam o benefício em 30-80% quando há erros comprovados.
30. Quanto custa contratar advogado previdenciário?
Sistema de sucumbência: Só paga se ganhar
- Percentual: 20-30% do valor obtido (retroativos + diferença de alguns meses futuros)
- Pagamento: Descontado automaticamente quando INSS pagar
- Sem risco: Se perder, não paga nada
Vale a pena? Sim, se benefício foi negado ou valor muito baixo. Taxa de sucesso: 65-75%.
⚙️ Dúvidas Técnicas
31. O que é DER e DIB? Por que são importantes?
DER (Data de Entrada do Requerimento): Quando você solicitou o benefício ao INSS
DIB (Data de Início do Benefício): Quando o benefício começa a valer (pode ser retroativo)
💡 Importante: DIB define até quando você pode receber retroativos (máximo 5 anos antes da DER).
32. Desempregado pode solicitar o benefício?
Sim, se estiver no “período de graça” (mantendo qualidade de segurado mesmo sem contribuir):
- Até 12 meses após última contribuição
- Até 24 meses se tiver +120 contribuições
- Até 36 meses se estiver recebendo seguro-desemprego
⚠️ Após esse prazo, perde a qualidade e precisa voltar a contribuir.
33. O INSS pode cancelar meu benefício? Em quais casos?
Sim. O benefício pode ser cancelado se:
- Perícia de revisão constatar recuperação da capacidade
- Você voltar a trabalhar (detectado por cruzamento de dados)
- Recusar tratamento/reabilitação sem justificativa médica
- Não comparecer à perícia de revisão convocada
- Fraude comprovada
⚠️ Em caso de fraude, pode ter que devolver tudo + sofrer processo criminal.
34. Aposentadoria por incapacidade conta tempo para outras aposentadorias?
Não. Enquanto você estiver recebendo aposentadoria por incapacidade permanente, esse tempo não conta para outra aposentadoria (por idade ou tempo de contribuição).
💡 Se você se recuperar e voltar a trabalhar, aí sim volta a contar tempo normalmente.
35. Existe isenção de Imposto de Renda para este benefício?
Sim, em casos específicos. São isentos de IR:
- Portadores de doenças graves da lista oficial (câncer, AIDS, cardiopatia grave, cegueira, Parkinson, esclerose múltipla, etc)
- Pessoas com 56+ anos na data da concessão (regra antiga, ainda válida)
✅ Se não se encaixar, paga IR normalmente conforme tabela progressiva (se acima de R$ 2.824/mês).
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Última atualização: Janeiro de 2026
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