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Calculadora de INSS — Autônomo

Calculadora de INSS Autônomo 2026: Carnê, MEI e Pró-Labore

Compare planos de contribuição, calcule GPS em atraso, simule ganhos de gig workers (iFood, Uber, Rappi) e descubra o plano ideal para sua aposentadoria. Tabela atualizada com salário mínimo R$ 1.621,00 e teto R$ 8.475,55.

✓ Planos 5% / 11% / 20% ✓ INSS em Atraso ✓ Gig Workers ✓ Código GPS
Seus Dados
Tipo de Contribuinte
Plano de Contribuição
R$
R$ 1.621,00 (mín.) R$ 8.475,55 (teto)
Contribuição INSS Mensal
R$ 0,00
Plano Completo 20%
Alíquota Efetiva
0,00%
Código GPS
1007
Pagamento Trimestral
R$ 0,00
Total Anual
R$ 0,00
✓ Benefícios deste Plano
    📑

    Tabela Oficial INSS 2026: Códigos GPS (1007, 1163 e 1910)

    Entenda rapidamente a diferença entre 5%, 11%, 20%, MEI, facultativo e os principais códigos GPS

    5%Plano baixa renda / MEI
    11%Plano simplificado
    20%Plano completo autônomo
    R$ 1.621Salário mínimo 2026 (base)
    Plano / Situação Código GPS (Carnê) Alíquota e Base Direitos e Observações
    Plano Completo 20% — Contribuinte Individual
    Autônomo PF / Profissional liberal
    1007
    Contribuição mensal normal
    20% sobre o salário de contribuição entre o mínimo (R$ 1.621,00) e o teto (R$ 8.475,55). Garante todos os benefícios do INSS, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição (regra de transição), aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade. Recomendado para quem declara carnê-leão ou presta serviços para pessoas físicas.
    Plano Simplificado 11% — Contribuinte Individual ou Facultativo
    Sem direito a tempo de contribuição
    1163
    Contribuinte individual plano simplificado
    11% sobre o salário mínimo (R$ 1.621,00) — não permite contribuição acima do mínimo. Dá direito a aposentadoria por idade, auxílio-doença e demais benefícios programados, porém não conta para aposentadoria por tempo de contribuição. É possível complementar depois para 20% (código 1295) pagando a diferença de 9% + juros.
    Plano 5% — MEI (Microempreendedor Individual)
    CNAE permitido para MEI
    1910
    MEI comércio/indústria/serviço
    5% sobre o salário mínimo (R$ 1.621,00), somado ao DAS do Simples Nacional. Garante aposentadoria por idade e demais benefícios programados, mas não por tempo de contribuição. Para contar como tempo de contribuição integral, é necessário complementar com mais 15% (código 1295) sobre o mínimo.
    Facultativo 5% — Baixa renda
    Exige cadastro no CadÚnico
    1929
    Facultativo baixa renda
    5% sobre o salário mínimo, apenas para pessoas de baixa renda que não exercem atividade remunerada. Voltado para donas de casa e pessoas sem renda própria. Exige inscrição e atualização no CadÚnico. Não dá direito a aposentadoria por tempo de contribuição, apenas por idade e benefícios básicos.
    Facultativo 11% — Plano simplificado 1473
    Facultativo plano simplificado
    11% sobre o salário mínimo. Sem opção de contribuir acima do mínimo. Perfil parecido com o contribuinte individual 11%, porém para quem não exerce atividade remunerada (ex.: estudantes, dona de casa sem renda). Dá direito a aposentadoria por idade; não conta para tempo de contribuição, salvo complementação.
    Contribuinte Individual 20% — pró-labore de sócio (PJ)
    Pró-labore em empresa própria
    2003
    Empresa recolhe via GPS/GFIP
    20% sobre o pró-labore declarado, entre o mínimo e o teto. Empresa retém parte e recolhe via folha (GFIP/eSocial). Para sócios administradores de empresas (ME, EPP, LTDA). O cálculo da calculadora de INSS Autônomo ajuda a comparar se vale mais declarar pró-labore ou contribuir como autônomo PF na base do carnê 1007.
    INSS em atraso — Autônomo
    Com ou sem comprovação de renda
    1007 + juros/multa Alíquota de 20% sobre a base do período atrasado, com multa de 0,33% ao dia (limitada a 20%) + juros SELIC acumulado. Períodos com mais de 5 anos exigem comprovação de atividade (Notas, recibos, contratos). A calculadora ajuda a estimar o valor bruto, mas o valor final a pagar deve ser confirmado pelo sistema da Receita e do Meu INSS.
    ⚠️ Importante: a escolha errada de plano (5%, 11% ou 20%) pode impedir que determinados períodos contem para aposentadoria por tempo de contribuição. Antes de migrar de 11% para 20%, converse com um contador ou servidor do INSS e avalie a necessidade de complementação retroativa.

    ⏰ Como Calcular e Pagar INSS em Atraso (Multa e Juros Selic)

    Guia prático em linguagem simples para autônomos, freelancers e profissionais liberais

    💡 Você não precisa entender toda a legislação: basta saber quanto ganha por mês, se é MEI ou autônomo PF e qual benefício quer ter no futuro (só aposentadoria por idade, ou também tempo de contribuição). A calculadora faz as contas e sugere o plano.
    1. Informe quanto você ganha como autônomo Some o que entra por mês só da atividade autônoma: corridas de app, entregas, consultas, serviços prestados, freelas, etc. Se sua renda varia, use uma média dos últimos 3 a 6 meses. Na calculadora, preencha o campo de rendimento bruto mensal — é a base para simular INSS de 5%, 11% ou 20%.
    2. Escolha o tipo de plano que pretende simular Se você é MEI regularizado, selecione o plano MEI 5%. Se é autônomo PF sem CNPJ, use contribuinte individual 11% ou 20% (carnê 1007/1163). Se não está trabalhando, mas quer contribuir, use os planos facultativos 5% ou 11%. A calculadora mostra quanto ficará a contribuição em cada cenário e quais benefícios cada um oferece.
    3. Veja o resultado: contribuição mensal, anual e código GPS Depois de preencher os dados, a calculadora exibe: valor da contribuição mensal, valor anual, possibilidade de pagamento trimestral, alíquota efetiva em relação ao seu ganho e o código GPS correto para o carnê. Use esse código ao gerar a guia no Meu INSS, no app CAIXA ou ao preencher o carnê de papel nas casas lotéricas.
    4. Simule contribuições em atraso Para atrasados, informe o período (competências) e o valor de referência. A calculadora estima o INSS de 20% sobre cada mês, antes de multa e juros. Use esse resultado como base e depois gere a guia oficial pelo Meu INSS ou portal da Receita, que aplicará automaticamente a multa diária e a SELIC.
    5. Gere a guia oficial no Meu INSS ou sistemas parceiros Com o plano escolhido e o valor estimado, entre em meu.inss.gov.br, acesse o serviço de emissão de GPS para contribuinte individual ou facultativo, informe o código (1007, 1163, 1910, 1929, etc.), o valor e a competência. Confira se o valor sugerido pelo sistema bate com o estimado na calculadora — pequenas diferenças podem ocorrer por causa dos centavos e da SELIC.
    6. Organize um lembrete mensal para não atrasar mais Depois de regularizar a situação, crie um lembrete fixo no calendário do celular entre os dias 10 e 15 de cada mês para gerar a nova GPS. A multa por atraso é de 0,33% ao dia, limitada a 20%, mais juros SELIC — ou seja, atrasar muitas competências encarece bastante o plano, principalmente no plano de 20%.
    🚫 Cuidado ao pagar atrasados acima de 5 anos: o INSS pode exigir prova da atividade (notas fiscais, recibos, contratos, extratos bancários) e pode não aceitar períodos muito antigos sem comprovação. Nunca faça pagamentos retroativos altos sem antes simular a revisão do benefício futuro e, se possível, conversar com um especialista.
    🚗

    INSS para Motoristas de App e Entregadores (Uber, 99, iFood)

    Uber, iFood, freelancer, PJ x PF, pró-labore x carnê-leão — exemplos comentados para o dia a dia

    Motorista de app (Uber, 99, inDrive)

    João roda em média R$ 5.000 por mês nos apps, com cerca de R$ 2.500 de custo (combustível, manutenção, aluguel de carro). A renda líquida aproximada é de R$ 2.500.

    • Se contribui como autônomo PF 20% (código 1007) sobre R$ 2.000 (acima do mínimo), paga R$ 400/mês.
    • Se abrir MEI (quando permitido pelo CNAE local), pagará 5% sobre o mínimo — bem mais barato, mas sem tempo de contribuição integral.
    • A calculadora ajuda a simular quanto de renda fica livre após descontar INSS, combustível e manutenção.

    Entregador de delivery (iFood, Rappi, Uber Eats)

    Maria entrega comida de moto e recebe em torno de R$ 3.000 brutos, com R$ 1.200 de gastos com combustível, manutenção e alimentação.

    • Pode contribuir como contribuinte individual 11% (código 1163) para garantir aposentadoria por idade com menor custo.
    • Se quiser contar para tempo de contribuição, pode mais tarde complementar de 11% para 20% com código 1295.
    • Usando a calculadora, ela enxerga quanto perde se ficar períodos longos sem contribuir (lacunas na carência de benefícios).

    Freelancer de design, tráfego, programação (PF)

    Carlos emite R$ 8.000 por mês em RPA para agências, como pessoa física, e paga carnê-leão no IR.

    • Como contribuinte individual 20%, pode recolher INSS sobre qualquer valor entre o mínimo e o teto.
    • Se já contribui perto do teto via empresa CLT, talvez não valha contribuir mais como autônomo — a calculadora mostra a diferença.
    • Combinar essa calculadora com a de carnê-leão ajuda a ter visão completa de INSS + IRPF.

    Profissional com PJ (pró-labore x distribuição de lucros)

    Ana tem uma ME e fatura R$ 20.000/mês. Ela pode retirar uma parte como pró-labore e o restante como distribuição de lucros.

    • Sobre o pró-labore incide INSS patronal (parte da empresa) e INSS de 11% devido pelo sócio, limitado ao teto.
    • Se retirar pró-labore muito baixo, contribui pouco para a aposentadoria; se muito alto, paga INSS demais sem aumento proporcional no benefício.
    • A calculadora de INSS Autônomo ajuda a comparar um cenário com pró-labore + INSS na empresa vs. contribuição como autônoma PF.

    Pró-labore x carnê-leão (dois vínculos)

    Bruno é sócio de uma empresa (tira pró-labore de R$ 3.000) e ainda faz freelas como PF que rendem R$ 2.000 adicionais.

    • O INSS do pró-labore é recolhido pela empresa, mas ele pode optar por complementar como autônomo sobre a renda de freelas.
    • É preciso tomar cuidado para não ultrapassar o teto de contribuição somando CLT/PJ + autônomo.
    • A calculadora ajuda a enxergar se vale complementar ou não, mostrando a alíquota efetiva sobre toda a renda.

    Carnê-leão x INSS — PF prestador de serviços

    Luciana é psicóloga e recebe R$ 7.000/mês de pacientes pessoa física. Ela paga carnê-leão e INSS como contribuinte individual.

    • O carnê-leão calcula IRPF; a calculadora de INSS Autônomo calcula o INSS ideal (11% ou 20%) na mesma base.
    • Ela pode optar por contribuir no teto ou em valor intermediário, dependendo da estratégia de aposentadoria.
    • Usar ambas as calculadoras em conjunto dá visão clara da carga tributária total (INSS + IR) sobre o consultório.
    ℹ️ Os exemplos acima são ilustrativos: valores de renda, custos, alíquotas efetivas e impacto em benefícios variam conforme a situação real de cada pessoa. Use a calculadora com os seus próprios números e, para decisões importantes (regularizar muitos anos de atraso, por exemplo), consulte um contador ou advogado previdenciário.

    Perguntas Frequentes — Calculadora de INSS para Autônomos 2026

    15 dúvidas reais respondidas com linguagem simples, do básico ao avançado

    1Autônomo é obrigado a pagar INSS?
    Sim, em regra geral. Toda pessoa que exerce atividade remunerada por conta própria no Brasil é segurada obrigatória da Previdência Social como Contribuinte Individual, nos termos do art. 11, inciso V, da Lei 8.213/1991. Isso inclui profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros, psicólogos), prestadores de serviços sem vínculo empregatício, motoristas de app, entregadores e freelancers que emitem RPA ou recibos para pessoas físicas.
    • A contribuição mínima é baseada no salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026).
    • Quem está em duplicidade de vínculos (CLT + autônomo) já recolhe como empregado, mas pode complementar como autônomo até o teto.
    • Não contribuir gera lacunas na carência de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria e salário-maternidade.
    2Qual a diferença entre contribuir 5%, 11% e 20%?
    As três alíquotas têm custo e direitos diferentes:
    • 5% (MEI ou baixa renda): cobrado apenas sobre o salário mínimo. Menor custo, mas não gera direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Motoristas de app podem contribuir como MEI se o CNAE for permitido pela legislação local.
    • 11% (plano simplificado): cobrado sobre o salário mínimo. Custo intermediário, dá direito à aposentadoria por idade, auxílio-doença e demais benefícios previdenciários, mas também não garante aposentadoria por tempo de contribuição.
    • 20% (plano completo): cobrado sobre o salário de contribuição escolhido, entre o mínimo e o teto (R$ 8.475,55). Garante todos os benefícios, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição. Código GPS 1007 para contribuinte individual.
    A calculadora simula e compara os três planos com o mesmo rendimento informado, facilitando a escolha ideal.
    3Qual o código GPS correto para autônomo em 2026?
    O código GPS identifica a categoria do contribuinte no carnê de pagamento. Os principais para autônomos são:
    • 1007 — Contribuinte individual, plano de 20% (contribuição normal e complementar).
    • 1163 — Contribuinte individual, plano simplificado de 11%.
    • 1910 — MEI (Microempreendedor Individual), 5% via DAS.
    • 1929 — Facultativo baixa renda (CadÚnico), 5%.
    • 1473 — Facultativo plano simplificado, 11%.
    • 1295 — Complementação de contribuição (de 5%/11% para 20%).
    • 2003 — Contribuinte individual, recolhimento pela empresa (pró-labore).
    A calculadora exibe o código correspondente automaticamente após você escolher o plano.
    4Qual o valor mínimo e máximo de contribuição do autônomo em 2026?
    Em 2026, com salário mínimo de R$ 1.621,00 e teto de R$ 8.475,55:
    • Mínimo — plano 5%: R$ 1.621,00 × 5% = R$ 81,05/mês (MEI/baixa renda).
    • Mínimo — plano 11%: R$ 1.621,00 × 11% = R$ 178,31/mês.
    • Mínimo — plano 20%: R$ 1.621,00 × 20% = R$ 324,20/mês.
    • Máximo — plano 20%: R$ 8.475,55 × 20% = R$ 1.695,11/mês.
    Não é possível contribuir acima do teto previdenciário, mesmo que a renda real seja maior. Quem ganha acima do teto contribui no teto e o excedente não gera benefício adicional.
    5Motorista de Uber e entregador de iFood precisam pagar INSS?
    Sim, como trabalhadores por conta própria (gig workers). Os aplicativos não têm vínculo empregatício formal reconhecido pelo TST para a maioria dos casos, portanto não recolhem INSS pelo trabalhador. A responsabilidade de contribuir é do próprio motorista ou entregador.
    • Podem contribuir como Contribuinte Individual (11% ou 20%) com o código 1007 ou 1163.
    • Se abrirem MEI com CNAE compatível, contribuem com 5% via DAS.
    • Sem contribuição, não têm direito a auxílio-doença, aposentadoria por invalidez nem salário-maternidade — especialmente importante para quem depende exclusivamente dessa renda.
    Use a calculadora no modo Gig Workers para simular qual plano faz mais sentido com base na renda líquida mensal.
    6É possível pagar INSS atrasado como autônomo? Como calcular?
    Sim, é permitido pagar competências em atraso, mas com acréscimos:
    • Multa: 0,33% ao dia a partir do vencimento, limitada a 20% do valor.
    • Juros: SELIC acumulada desde o mês do vencimento até o mês anterior ao pagamento + 1% no mês do pagamento.
    • Para períodos acima de 5 anos: o INSS pode exigir comprovação documental da atividade (notas fiscais, recibos, contratos, extratos bancários).
    Esta calculadora estima o valor bruto do INSS atrasado. O valor exato com multa e juros é sempre gerado pelo sistema oficial do Meu INSS ou da Receita Federal na data do pagamento. Acesse meu.inss.gov.br para emitir a guia com o valor atualizado.
    7Como migrar do plano 11% para o plano 20% e contar como tempo de contribuição?
    Quem contribuiu com 11% ou 5% pode transformar esses meses em tempo de contribuição pleno pagando a diferença retroativa. O processo é:
    • Calcula-se a diferença entre 20% e a alíquota já paga (9% para quem pagou 11%, ou 15% para quem pagou 5%).
    • Aplica-se essa diferença sobre o salário mínimo de cada competência original corrigido pela SELIC.
    • O pagamento é feito com o código GPS 1295.
    • Gere as guias de complementação no sistema Meu INSS ou no portal da Receita Federal.
    Atenção: a complementação só vale enquanto você ainda não requereu a aposentadoria. Depois do requerimento, não é possível incluir períodos complementados que não estavam na CTPS/CNIS.
    8Sócio de empresa precisa pagar INSS sobre o pró-labore? Como funciona?
    Sim. O sócio administrador que retira pró-labore é segurado obrigatório como Contribuinte Individual (código GPS 2003). O INSS incide sobre o valor do pró-labore declarado na folha, observando o mínimo e o teto previdenciário.
    • A empresa retém 11% sobre o pró-labore do sócio (parte do contribuinte individual).
    • A empresa paga mais 20% como parte patronal (quando não for Simples Nacional).
    • No Simples Nacional, o recolhimento patronal já está incluído na guia DAS — mas o INSS do sócio administrador (11%) ainda precisa ser recolhido separadamente via GPS 2003.
    • Lucros distribuídos (além do pró-labore) não sofrem incidência de INSS.
    Use a calculadora de INSS Autônomo para comparar o custo previdenciário de contribuir pelo pró-labore vs. contribuir diretamente como autônomo PF.
    9O que é carência e como o INSS do autônomo conta para aposentadoria?
    Carência é o número mínimo de contribuições mensais para ter direito a determinado benefício:
    • Aposentadoria por idade: 180 meses (15 anos) de contribuições.
    • Auxílio-doença: 12 meses de contribuição (salvo acidente ou doença grave listada).
    • Salário-maternidade: 10 meses para contribuinte individual ou facultativa.
    • Aposentadoria por invalidez: 12 meses (exceto acidente ou doença profissional).
    Cada GPS paga no prazo conta como 1 mês de carência. Atrasados pagos depois do vencimento também contam, desde que dentro do prazo legal de recuperação. Lacunas sem pagamento não contam, mesmo que você tenha exercido a atividade.
    10Autônomo que também tem emprego CLT precisa pagar INSS duas vezes?
    Depende. Quem tem dois vínculos (CLT + autônomo) pode ter obrigação previdenciária nas duas fontes, mas o teto de contribuição é único:
    • Se o salário CLT já atinge o teto previdenciário (R$ 8.475,55), o INSS já foi recolhido integralmente pelo empregador — não há obrigação de contribuir adicionalmente como autônomo.
    • Se o salário CLT é inferior ao teto, o autônomo pode complementar até o teto para aumentar a base de cálculo da aposentadoria, usando o código 1007.
    • O INSS pago em duplicidade acima do teto pode ser restituído via IRPF (na ficha de pagamentos efetuados).
    Use a calculadora para simular o valor da contribuição autônoma complementar levando em conta o desconto já feito em folha CLT.
    11Como o INSS do autônomo afeta o Imposto de Renda (IRPF)?
    O INSS pago pelo autônomo como contribuinte individual é dedutível da base de cálculo do IRPF:
    • Na Declaração de Ajuste Anual, informe o total pago como “Contribuição ao INSS do contribuinte individual” na ficha de pagamentos.
    • Esse valor reduz o rendimento tributável, diminuindo o imposto a pagar ou aumentando a restituição.
    • No livro caixa (para profissionais liberais), o INSS também pode ser lançado como despesa dedutível da atividade.
    • Guarde todos os comprovantes de pagamento da GPS — eles são necessários para comprovação junto à Receita Federal e ao INSS.
    Para calcular o impacto completo INSS + IRPF, use em conjunto esta calculadora e a Calculadora de IRPF do Calculadora Brasil.
    12Qual o prazo de vencimento da GPS do autônomo?
    A GPS do contribuinte individual e do facultativo vence no dia 15 do mês seguinte ao da competência. Se o dia 15 cair em sábado, domingo ou feriado, o vencimento passa para o próximo dia útil.
    • Exemplo: competência janeiro/2026 vence em 16/02/2026 (o dia 15 cai em domingo).
    • O MEI paga via DAS, cujo vencimento também é o dia 20 do mês seguinte.
    • A multa começa a correr a partir do dia seguinte ao vencimento, à razão de 0,33% ao dia.
    • O pagamento pode ser feito nas casas lotéricas, bancos, internet banking, app do governo ou Pix com código gerado pelo Meu INSS.
    Configure um lembrete mensal alguns dias antes do vencimento para nunca pagar multa desnecessária.
    13Vale a pena contribuir com o INSS como autônomo para se aposentar?
    Depende do seu perfil e do plano escolhido. Alguns pontos para avaliar:
    • Para quem precisa de proteção agora: auxílio-doença, invalidez e salário-maternidade já justificam a contribuição, independente da aposentadoria.
    • Para aposentadoria por idade: o plano 11% com complementação futura pode ser mais econômico no longo prazo.
    • Para aposentadoria por tempo de contribuição: somente o plano 20% (ou complementação do 11%) conta.
    • Previdência privada como alternativa parcial: é possível combinar INSS mínimo (para garantir os benefícios de curto prazo) com previdência privada complementar para a aposentadoria.
    Use o Simulador de Aposentadoria para projetar quando você se aposenta em cada cenário de contribuição.
    14É possível pagar INSS como autônomo mensalmente, trimestralmente ou anualmente?
    O pagamento mensal é a regra padrão, mas existe uma opção oficial de pagamento trimestral para contribuintes individuais e facultativos:
    • Pagamento trimestral: permite agrupar 3 competências e pagar de uma vez, até o dia 15 do mês seguinte ao trimestre. Por exemplo, Jan/Fev/Mar pago até 15/04.
    • Não existe modalidade anual para autônomos comuns — quem tenta pagar 12 meses de uma vez corre o risco de ter as competências iniciais recusadas por vencimento.
    • MEI: paga mensalmente via DAS, sem opção oficial de trimestral.
    A calculadora exibe o valor trimestral estimado na área de resultados para facilitar o planejamento de caixa de quem prefere pagar trimestralmente.
    15Como verificar se os pagamentos de INSS como autônomo aparecem no CNIS?
    O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é o registro oficial de todos os vínculos e contribuições previdenciárias do trabalhador. Para verificar:
    • Acesse meu.inss.gov.br com seu CPF e senha do Gov.br.
    • Vá em Extrato de Contribuições (CNIS) no menu de serviços.
    • Verifique se cada GPS paga aparece como competência regularizada — pode levar alguns dias úteis após o pagamento para o sistema atualizar.
    • Se alguma competência não constar, guarde o comprovante de pagamento e abra uma solicitação de inclusão no próprio Meu INSS.
    • O CNIS é o documento que o INSS utiliza para calcular a aposentadoria — é fundamental que esteja completo e atualizado.
    Confira o CNIS pelo menos uma vez por ano para identificar lacunas e corrigi-las com antecedência.
    🔗

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    Regras do Ministério da Previdência e Transparência Editorial

    Use a calculadora como apoio, mas confirme sempre nos canais oficiais do governo

    ⚠️ Limitações da calculadora

    Esta calculadora de INSS para autônomos foi feita para facilitar o entendimento das faixas, planos e valores aproximados de contribuição em 2026, com base no salário mínimo de R$ 1.621,00 e teto de R$ 8.475,55.

    • Não substitui o cálculo oficial do Meu INSS nem da Receita Federal para emissão de GPS.
    • Não considera situações especiais como contribuições concomitantes (CLT + autônomo), pensão alimentícia, decisões judiciais ou períodos reconhecidos em ações trabalhistas.
    • Os valores de multa e juros em atrasados são estimados — o valor exato é sempre o calculado pelo sistema da Receita/INSS na data da emissão da guia.
    • Regras de transição de aposentadoria pós-Reforma (EC 103/2019) são complexas; os resultados aqui não garantem direito adquirido.

    ✅ Transparência e fontes

    A lógica da calculadora segue as faixas de contribuição de contribuintes individuais e facultativos, assim como as orientações públicas do INSS e da Previdência Social.

    • Salário mínimo e teto previdenciário de 2026 — Portaria do Ministério da Previdência Social.
    • Planos 5%, 11% e 20% — base legal no art. 21 da Lei 8.212/1991 e alterações posteriores.
    • Planos MEI — normas do Simples Nacional (LC 123/2006) e orientações do Portal do Empreendedor.
    • Complementação de 5%/11% para 20% — códigos 1295 (complemento) conforme instruções da Receita Federal.
    • Regras de benefício — Resoluções e Instruções Normativas do INSS vigentes em 2026.
    🚫 Decisões irreversíveis: pagar valores altos em atraso, migrar definitivamente de um plano de 5%/11% para 20% ou abrir mão de períodos de contribuição são decisões que podem afetar sua aposentadoria por décadas. Use os resultados desta calculadora como simulação e, antes de qualquer grande pagamento, valide com um profissional habilitado ou diretamente em uma agência do INSS.